E quando penso no dia-a-dia e no cotidiano apressado de quem quer viver mais do que pode, desisto um pouco. Percorro pensamentos que negam a sua combinação à minha. Percorro camas, lençóis, copos, barris e poços. Não quero você. Não há nada em você que preenche o vazio, o interno, a inútil incompleta que sou. Enquanto isso são somente algumas mensagens de celular, tardes no parque, chocolates em cima da mesa.

Não é com você que esquecerei todo o meu presente conturbado de coisas mil a fazer e resolver e livros para ler e uma pessoa inteira aqui que grita para ser mais útil, mais inteligente, mais prática e menos bagunceira. Sou eu essa mulher temporária que você tem às mãos. Sou eu essa que logo você irá perder, esquecer, nem lembrar quando a outra conhecer.

Sou essa que você irá deixar ir embora sem insistir, porque não há nada a fazer com quem não quer firmar suas raízes no solo bom que o coração cultiva.