A banda da noite não se chamava assim, era apenas algo foneticamente parecido. Assim, foi como sucederam todos os olhares invariavelmente discretos da noite. Cortejos de pessoas civilizadas, mas com seus inúmeros segredos engolidos escapando pelas garrafas abertas sobre a mesa. Todos achando que enganam alguns e a si mesmos. Os desejos saindo pela culatra: mulheres escorregando pelos braços e abraços dos homens que sorriem demais, preferindo aqueles que as olham raramente nos intervalos de distração de suas companheiras.

Falsos cortejos, existem noite recheadas de seu tom discreto. Incumbidos de preservar nossos instintos, bebemos um pouco mais e desviamos a atenção de nossas tentações. Faltaram letras para embalar a noite, pessoas em cima do palco costumam ser boas em traduzir aquilo que não se diz pelos cantos escuros do bar. Cantam como quem narra o que vê. Os ouvintes se fazem de besta. Nós nos fazemos de besta. Está aí o segredo e o tempero de uma noite esclarecedora, porém discreta.