Ele me mandou um jazz. Na verdade não mandou, postou um álbum no Twitter e a minha mente inquieta, que no momento procurava por algo para dar sentido aos barulhos dos mil teclados sendo socados na redação, ouviu aquilo como um presente. Quanto mais rápido o piano, mas rápidos eram os dedos, que tentavam em vão dançar como os do músico. Ora pois, eu que sempre quis ter dedos de tecladista, passo os dias a dançar com os meus e nada vejo deles a se alongar, continuam curtinhos, meio achatados – e sem jeito para servir de modelo a anel algum.