Ouvia o barulho do próprio salto no cimento da calçada. Barulho ritmado, constante. Que interrompe abruptamente ao atingir a esquina. Os carros passam de um lado para o outro. Um ônibus faz a curva e o vento quente a faz fechar os olhos. É atropelada pelo bafo urbano. A saia, leve, move agitada e mal consegue parar, o sinal abre. O salto. O cimento. A calçada. Tudo de novo.