Aquele por quem um dia me apaixonei e engoli em seco o desafio do “estragar a amizade”. Aos dias que voltamos para casa juntos depois da aula. A estranha forma com que aquele grupo de cinco amigos, de repente virou só nós dois. Aos beijos roubados, a crise das férias, as mãos-dadas e aos abraços demorados e escondidos. Ao desejo reprimido, a vergonha, as suposições. A certeza e a incerteza. Ao lógico e ao destino. Aos caminhos feitos e aos caminhos escolhidos. A toda essa vontade de ficar o dia todo abraçada a ele. As brigas e desculpas. Mais as brigas do que as desculpas. Ao Go Ear, a Fanta Uva, a crise de identidade das Jujubas (ou como você prefere chamá-las: Balas de Goma), aos seus moletons mais quentes que os meus e… Claro, ao ponto de ônibus, onde tudo começou. Ao meu melhor amigo dedico as melhores lembranças, a mais insensata história de amor.