Como todo o ano,  Novembro é mês de… Retrospectiva! Aqueles famoso textinhos contando o quanto eu fui ridícula, o quanto eu fui burra, o quanto eu fui apaixonada, quantas vezes me fizeram de otária, quantas vezes fiz os outros de otários, o quanto eu me arrependo, o quanto eu não me arrependo. Coisas que nunca mudam e nunca vão mudar. É quando você sente saudade de todos os seus amigos, parentes, cunhadas e vizinhos. Promete ser diferente e depois até acha que o ano passou rapidinho. Sinceramente? Esse ano foi péssimo! Foi confuso! Por isso nem dá para eu vir aqui e dizer “Olha, meu 2008 foi assim, assado e daqui em diante serei uma pessoa melhor”. Não! Não serei não! Está decidido! Continuarei com os mesmos brincos pequenos e cabelos presos. A mesma atração instantânea por usuários de vans e o mesmo tesão agudo por tocadores de gaita. Não me sinto ridícula por isso. Aliás, me sinto patética por bem menos e nunca morri. Claro que um pé-na-bunda, uma reprovação no vestibular (duas talvez) e 5Kg de gordura grátis para a minha coxa não me fizeram nada feliz. Só não serei hipócrita de dizer que algo vai mudar por livre e espontânea vontade minha. Logo eu, que nunca entrei em uma academia, resolvi estudar física pela primeira vez no cursinho e levar um relacionamento a sério sempre foi o desafio do ano! Mas não morri, isso que importa. Ainda tenho tempo para olhar no espelho e rir do meu drama. Da cara de infeliz que faço como ninguém quando quero atenção. Ainda tenho muito tempo para me imaginar sendo gente grande. E imaginar o que vou imaginar quando já for gente grande. Vou ser velha? Vou dançar valsa? Vou saber dançar valsa? Vou morrer? Eu não quero saber! Eu só quero pensar, sonhar, olhar e me achar capaz de ser infinitamente feliz no futuro, sem ter que mudar tudo a cada ano.