Só pode ser! Não consigo pensar em outra coisa escrita. Dane-se o ovomaltine, a balada apertada, mato grosso, foz do iguaçu, o alargador, a salada de “frustas”, a fazenda, aquele maldito sofá e a porcaria da sua cama! Dane-se a livraria moderninha que não aceita esperar dois dias para eu entregar a carteira de trabalho. Viva a gerente boazinha que me contratou em cima da hora. Viva o wii que me deixa com braços doídos a semana inteira. Morte a minha frustração aguda contagiante! Cadê a fanta uva? As minhoquinhas cítricas? Eu estou com aquela vontade de engolir o Burguer King inteiro mesmo não gostando de metade do cardápio. Vontade de sentar e imaginar vocês dois brindando o ano novo juntos, lindos e felizes, e eu a pessoa mais infeliz do mundo. Porque eu sou campeã em ter pena de mim mesma, sabe? Basta alguém dar uma pontinha de corda que eu faço o resto do drama inteiro. Sou boa nisso, muito boa mesmo. Também sou ótima em olhar no espelho e ver aquela plaquinha me chamando de exagerada e pedindo para eu fazer um favor para mim mesma: Deixar de ser patética. Ver que nem tudo é um furacão e que nem toda música precisa me lembrar alguém para eu gostar mais dela. Logo logo o ano acaba e eu vou poder amassá-lo como folha de papel, passando a limpo só aquilo e aqueles que eu gosto. Dar uma bicuda tão grande em 2008 que nem vou mais lembrar que existiu.

Pronto! A plaquinha foi embora! Quero ver agora quem vai ser besta de escrever outra coisa nela.