Eu adoro a maneira como você sussurra no meu ouvido. Seja o que for! Adoro tuas surpresas, tuas caras, teus mimos. Eu adoro tanta coisa em você que até tenho medo de te adorar demais. E fico nesse impasse de me aventurar de novo. Aí pode vir qualquer ex e jogar na minha cara em poucos segundos que eu sou incapaz de gostar de alguém ou de deixar isso acontecer. É verdade, sou mesmo. Sou esse tipo de mulherzinha que se veste de não-amor só para se proteger do amor-demais. Que você, carinha, até tem medo de falar a palavra “nós” que é pra não assustar a coitada. Sou mesmo um bocado de medo estampado na cara e no coração. Sou mesmo do tipo que sente o mundo cair quando olha no espelho de manhã e vê ali um sorrisinho no canto da boca. Aquele que só pessoas que amam outras pessoas têm. Aí vem você, quieto, calado, sorrindo. Sem medo nenhum da mulher não-amor. Vem devagar e logo estou lá, no seu quarto, na sua casa, conhecendo sua irmã, mãe e pai. E puxa, como eu gostei deles! E puxa, como a sua cama é boa, como o seu colo é quente, e como… como eu gosto de você e das flores, e das fotos, e do mundo mais tranquilo e organizado como ele fica quando se tem alguém para amar. E o tal do ex se mordendo porque viu o tal do sorriso matinal no canto da boca. Quem sabe eu esteja aprendendo a gostar de alguem, quem sabe a mulher não-amor… se recheie de amor demais.