De todas as coisas que me irritam no final do ano, a que mais faz meu sangue subir a cabeça, meu coração bater mais forte e minha cabeça voar à 15 mil Km por milésimo de segundo é a eterna falta do que fazer. Ou seria, a falta de vontade de fazer?

Tenho uns bons livros repousando na minha estante à espera de uma santa criatura que os leia. Mesmo assim, não tenho vontade alguma de descer os 14 degraus que dividem o sóton dos quartos. Ou seria, o computador dos livros?

Seja como for, espero que essa brincadeira de esperar até meia noite pra abrir os presentes acabe logo. Assim, vem logo o ano novo com vida nova e todos nossos sonhos serão verdade e o futuro já começ… Ok, parei. O que vem mesmo é um novo ano pra zerar a contagem de besteiras por minuto. Ou seria, homens por ano?

Quero logo a praia, as amigas, o esboço de um surf amador de minha autoria (autoria torta por sinal) e um bronzeado bonito de se exibir na cidade mais populada por europeus, branquelos, que existe no Brasil. Exagerei.

Fica aqui o relato de uma desesperada-de-fim-de-ano.