Isabella menina senta no sofá e esquenta os pés pequenos enfiando-os entre as minhas coxas. Puxo o cobertor de girafas coloridas e ligo o filme. De repente reparo que ali, naquele sofá, do meu lado, cheirando a shampoo de chiclete, está o tal do amor de mãe. É, ta concentrado nela, não em mim. Somem, em momentos como esse, a minha tristeza de ser só uma, de ser mãe solteira e falhar naquilo que me era tão indispensável antes: um homem. Isabella sorri quando digo que vou trocá-la por um novo namorado e exclama “Duvido!”.
Eu também filha, eu também duvido.