Tenho um defeito que talvez 90% dos escritores também tenham. Depois de muito pensar em escrever, acabo por não fazer. Desistência. Resolvo então vir aqui, minha cara, lhe escrever algo apressado e improvisado. Já lhe disse uma vez: “são as palavras de quem nos conhece a pouco que valem mais! Porque a maioria das pessoas que encontramos na vida, não levamos para ela toda. A maioria nos conhece superficialmente. Não importa o seu profundo, esse somente amigos de anos conhecerão e amigos de anos acham tudo em você bonito!”. Acho eu que foi a coisa mais sincera (e sem querer) que ja escrevi para alguém. Em meados de 2007 quando nem mesmo sabia seu sobrenome e o que queria ser quando crescer, já sabia que você não era mais uma das “calouras” do Ensino Médio, você sabia ler de verdade, sabia elogiar de verdade e mais tarde mostrou saber escrever de verdade. Nos identificamos por aquela coisa chamada “palavra”, no seu sentido mais poético, e que na nossa idade era quase raro encontrar. Agora estamos nós, 3 anos depois, conversando sobre cursos, vestibulares, seu namorado, meus namorados, reclamando de alguns, elogiando outros poucos. Quanta coisa mudou? Quanto sei de ti agora? Continuo lhe achando natural, meio rebelde, meio nascida fora de época. Já lhe disse isso? Deveria ter sido inspirada em ti aquela bonequinha de vestido vermelho criada nos anos 30, a qual já lhe atribui o apelido várias vezes, Betty Boop. Cresce na nossa amizade uma mistura de admiração e curiosidade, uma pela outra. Me pego várias vezes querendo ser mais tua amiga, querendo sentar em um bar na madrugada e conversar até o dinheiro acabar, já que assunto não faltará. É garota, conquistamos uma a outra, simpatizamos uma com a outra, seremos sempre e teremos sempre uma a outra. Gosto de ser denominada sua amiga e gosto de poder lhe escrever “assim”. Porque só “assim” a gente sabe se entender.