O vento gelado soprou os cabelos e me vi, pacientemente, esperando o ônibus. Não senti, naquele dia, nenhuma de minhas pernas. O frio era grande, trazia neblina e peles ressecadas. Não pensei, naquele dia, em nenhuma hipótese de futuro. Àquela altura, só havia um plano de vida: viver. Não ouvi, naquele dia, nenhuma das músicas que coloquei no meu iPod. Só fechei os olhos e tentei encontrar algum sentido no silêncio. Não ri, naquele dia, nenhuma de minhas risadas, todas vagariam sem sentido no vácuo de pessoas daquele lugar.

 

Fiz sinal.